O Jogo da Imitação é um drama que conta a história do ínclito
matemático inglês, Alan Turing (Benedict Cumberbatch), que desenvolveu feitos
fantásticos, sobretudo no decurso da Segunda Guerra Mundial. O filme retrata as
angústias e dificuldades enfrentadas por ele, principalmente, pelo fato de ser
homossexual em uma época de perseguição a quem tivesse esse tipo de orientação,
então considerada doentia.
O longa tem um ritmo bom, não é corrido
nem exageradamente lento, embora possua alguns momentos de pouca intensidade.
Um dos principais méritos do filme é a adaptação do roteiro, que é tão boa que
lhe rendeu, inclusive, a estatueta do Oscar nessa categoria. A história é
contada por meio de três períodos da vida de Alan, que são muito bem conectados
e produzem um efeito ótimo no desenrolar da trama.
Cumberbatch está excelente e em várias
cenas, muito comovente. O ator que dá vida a Sherlock Holmes na série Sherlock da BBC, mostra que
realmente leva jeito para representar grandes gênios nas telas. Além disso, o
filme é extremamente competente na função de levar ao conhecimento do
espectador uma grande personalidade da humanidade, que é injustamente desconhecida
pelo grande público.
O principal erro do filme é pretender ser
uma cinebiografia e exagerar em cenas perceptivelmente inventadas para deixar a
trama mais interessante, o que levanta a dúvida sobre a verossimilhança do
filme. A produção também peca em não explorar com profundidade a questão da
homossexualidade de Turing, enquanto se alonga muito nos trabalhos
desenvolvidos por ele e sua equipe durante a Segunda Guerra Mundial.
Não obstante, O Jogo da Imitação é uma película excelente e merece
ser assistida por todo apreciador do bom cinema. NOTA: 8,5.