terça-feira, 7 de abril de 2015

O Jogo da Imitação (2014) - Crítica (SEM SPOILERS)


O Jogo da Imitação é um drama que conta a história do ínclito matemático inglês, Alan Turing (Benedict Cumberbatch), que desenvolveu feitos fantásticos, sobretudo no decurso da Segunda Guerra Mundial. O filme retrata as angústias e dificuldades enfrentadas por ele, principalmente, pelo fato de ser homossexual em uma época de perseguição a quem tivesse esse tipo de orientação, então considerada doentia.
O longa tem um ritmo bom, não é corrido nem exageradamente lento, embora possua alguns momentos de pouca intensidade. Um dos principais méritos do filme é a adaptação do roteiro, que é tão boa que lhe rendeu, inclusive, a estatueta do Oscar nessa categoria. A história é contada por meio de três períodos da vida de Alan, que são muito bem conectados e produzem um efeito ótimo no desenrolar da trama. 
Cumberbatch está excelente e em várias cenas, muito comovente. O ator que dá vida a Sherlock Holmes na série Sherlock da BBC, mostra que realmente leva jeito para representar grandes gênios nas telas. Além disso, o filme é extremamente competente na função de levar ao conhecimento do espectador uma grande personalidade da humanidade, que é injustamente desconhecida pelo grande público.
O principal erro do filme é pretender ser uma cinebiografia e exagerar em cenas perceptivelmente inventadas para deixar a trama mais interessante, o que levanta a dúvida sobre a verossimilhança do filme. A produção também peca em não explorar com profundidade a questão da homossexualidade de Turing, enquanto se alonga muito nos trabalhos desenvolvidos por ele e sua equipe durante a Segunda Guerra Mundial.
Não obstante, O Jogo da Imitação é uma película excelente e merece ser assistida por todo apreciador do bom cinema. NOTA: 8,5.